Reserva de Modjadji: abriga as maiores cicadáceas do sul da África

A Reserva de Modjadji abriga as maiores cicadáceas do sul da África e a maior concentração de uma única espécie delas, a Encephalartos transvenosus, do mundo. As cicadáceas, plantas antigas que se assemelham a palmeiras ou samambaias, surgiram há mais de 200 milhões de anos e foram muito comuns no tempo dos dinossauros.

Hoje em dia, Modjadji é uma região marcada por enormes cicadáceas, algumas com mais de 12m de altura. As plantas fêmeas produzem uma semente que chega a pesar 34kg. De acordo com a lenda local, a sobrevivência das cicadáceas de Modjadji é responsabilidade da Rainha da Chuva.

Há mais de 400 anos, uma moça da etnia Shona, chamada Dzugudini, engravidou antes do casamento e teve de abandonar sua tribo. Ela viajou para o sul e se estabeleceu onde hoje fica a cidade de Tzaneen. Dzugudini fundou a tribo Balobedu, que ainda habita o local. Dizia-se que a moça era dona do segredo que lhe permitia provocar chuvas. Por isso, embora fosse uma tribo muito pequena, os Belobedu eram respeitados pelas outras tribos e jamais atacados. Desde o começo do século XIX, a tribo é governada por uma Modjadji, ou Rainha da Chuva, que não pode se casar, embora possa ter filhos.

FLORESTA DE BAOBÁS

Ao norte do Parque Nacional Kruger (e também fora dos limites dele) fica uma região cortada por vários córregos e rios. Como a área é relativamente seca, não existe muita vegetação para diminuir ou deter a erosão causada pelo fluxo das águas das fortes chuvas. Nessa paisagem de estepe, a maior atração é a inacreditável quantidade de baobás, como um enorme exercito atravessando a paisagem.

Esses baobás não crescem tanto quanto os que habitam os solos  mais férteis dos vales fluviais, como o do rio Save, mas suas formas diferentes são interessantes. Os maciços troncos baixos e grossos dos baobás – que podem atingir inacreditáveis 28m de diâmetro – sustentam uma coroa de galhos que parece um sistema de raízes.

É por isso que os baobás são muitas vezes chamados de “árvores de cabeça para baixo” Seus troncos têm várias cavidades que servem de ninhos para corujas-das-torres e peneireiros. Alguns desses troncos são ocos, criando um habitat seguro para pequenos animais e répteis. Quando os baobás florescem, no começo do verão, suas grandes flores brancas, de perfume adocicado, fornecem néctar para morcegos, pássaros e insetos.


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