Conheça Madurodam, um conjunto em miniatura de diversos pontos turísticos



Acordei cedo no dia seguinte. Senti que as meninas também estavam acordando, contudo, não titubeei, tirei o short e coloquei minha calça jeans sem o menor constrangimento. Tomei meu café da manhã, despedi-me do pessoal do barco e lá estava eu, pronto para seguir meu caminho. Mochila nas costas, minha próxima meta era Madurodam, na cidade de Haia.

Contudo, na última hora, resolvi visitar um lugar que deixaria incompleta minha visita a Amsterdã se não fosse conhecê-lo. Achei um desaforo partir da terra dos moinhos sem ao menos ter visto um na minha frente.

Naqueles últimos dias, haviam-me recomendado um lugar chamado Hanzeshans e resolvi procurá-lo. A maior dificuldade foi caminhar da estação de trem até esse lu&ar. De resto, foi ótimo. Era um lugar pitoresco com vários moinhos iguais aos que vemos em cartões-postais. Era exatamente o que eu queria ver. Para completar, o último deles ainda funcionava de maneira arcaica e girava de verdade. Assim, tive uma boa ideia de como realmente trabalhavam, além de terem rendido excelentes fotografias.

A visita ao Parque Kurkenhoff com suas tulipas ficaria para uma próxima vez, quando viesse nos meses de março e abril, além da bela garota que desta vez não tinha sido possível conquistar. Que coisa incrível. Tinha sonhado tanto com mil loucuras nesta cidade e, no fim, deixei-a sem nem mesmo ter dado um único beijinho. Bom, não adiantava ficar chateado, afinal, não seria possível ganhar sempre…

Este passeio a Hanzeshans acabou me tornando umas três horas e, com isso, eu já estava atrasado em meu plano de dormir em Bruges, na Bélgica. Contudo, o certo seria esperar para saber como seria o passeio em Haia. Às vezes, as traduções eram por demais estranhas, como Dan Hagg, em português, quer dizer “Haia”? Enfim, não adiantava tentar entender e sim apenas aprender.

Ao chegar a uma das capitais da Holanda, logo me informei como deveria fazer para ir para Madurodam.

Esse lugar era uma verdadeira cidade, com prédios históricos, praias, teleféricos, porto e aeroporto, mas tudo em miniatura. Fiquei encantado com os detalhes, os carros buzinando, o barulho dos aviões ao passar em frente ao aeroporto, o som do sino da igreja, ou até mesmo o apito do guarda perto de um semáforo. Tudo pensado e construído com as mínimas peculiaridades, imitando a realidade.

Neste lugar, conheci uma família de brasileiros, de São Paulo. Deviam ter muito dinheiro, pois eram ao todo nove pessoas, todas da mesma família. Eram três casais, duas moças solteiras e um rapaz. Apeguei-me a eles como se fosse amor à primeira vista. Afinal de contas, andava muito carente. Desde Munique, quando encontrei meu primo, que não falava português. Tentara encontrar Heide na Áustria e não conseguira.

Depois, Amsterdã tinha sido maravilhosa, porém não conhecera ninguém, a não ser Indra, a letã, rapidamente. No fundo, queria carinho, estava com muitas saudades de casa, queria falar a minha língua queria dar uns beijinhos, queria me sentir importante.


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