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PENHASCOS DE MOHER

Os penhascos de Moher, com mais de 200m de altura, defendem 8 km da costa do condado de Clare contra a força do oceano Atlântico. Os penhascos são intimidantes, erguidos verticalmente do mar, mas não invencíveis. A base de calcário foi depositada há 300 milhões de anos, sob águas neríticas, onde se acumularam as camadas de arenito.

Os sedimentos foram moldados por deslocamentos de terra, mas o vento, a chuva e o mar estão desgastando as rochas, que de vez em quando caem no mar. O oceano se choca constantemente contra a base. Quem se debruça na beira do penhasco, acessível por uma trilha no cume, tende a ficar ensopado pela água salgada que é soprada para o alto por fortes ventos do oeste.

Assim como muitos aspectos geológicos da Irlanda, os penhascos estão envoltos em lendas. Dizem que a velha bruxa Mal foi transformada em pedra na extremidade sul e agora repousa como uma sentinela em frente ao mar. Conta-se também que um tropel de cavalos selvagens saltou sobre a extremidade norte, conhecida como Aill na Searrach, que significa “penhasco dos potros”. Não há cavalos hoje, mas aves marinhas empoleiram-se na face do penhasco e cabras bravias habitam suas estreitas saliências.

BURREN

O Burren se assemelha a um gigantesco jardim ornamental de pedras. É um pavimento de calcário que se eleva suavemente em direção a Slieve Elva, no noroeste do condado de Clare. Formou-se sob o mar 360 milhões de anos atrás, mas a paisagem vista hoje é produto da última Era Glacial, há apenas 15 mil anos, quando o gelo se deslocou, nivelando a terra e deixando para trás diversas rochas conhecidas como “erráticas” Mais recentemente, lajes de calcário, conhecidas como clints, foram desgastadas pela chuva e formaram uma rede de rachas e fendas – as grikes – na paisagem, que é chamada de karren.

Sedimentos se acumularam nas fissuras, criando um microclima protegido para flores como a orquídea silvestre do mediterrâneo florescem lado a lado com plantas que vicejam em climas alpinos e até mesmo árticos, como a gentiana verna e a dríade branca.

O Burren é o único lugar na Europa onde isso ocorre. Quando chove intensamente, lagos temporários, conhecidos como turloughs, aparecem e desaparecem. Rios escoam em sumidouros e fluem por labirintos subterrâneos de cavernas e túneis revestidos de estalagmites e estalactites. Uma dessas cavernas, a Aillwee, está aberta a visitações.


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